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Quintino-Bocaiuva

Quintino Bocaiúva

Quintino Bocaiúva (1836-1912) nasceu na cidade do Rio de Janeiro.

Órfão, desde cedo, dedicou-se às letras e ao jornalismo. Começou a trabalhar na imprensa como tipógrafo e revisor, por falta de dinheiro não conseguiu se formar em Direito.

Morou em São Paulo até 1854, retornou ao Rio de Janeiro, onde fez carreira jornalística adotando o nome indígena “Bocaiúva”, espécie de coqueiro, como símbolo de seu nacionalismo, escrevendo para jornais da cidade.

Era um jornalista polêmico, republicano histórico, sua ação se desenvolveu sobretudo na imprensa. Foi redator do “Manifesto Republicano” em 1870, atacava a monarquia e conseguiu aproximar civis e militares pela causa anti-monarquia no Brasil.

Um dos principais integrantes da campanha republicana, foi o primeiro ministro das Relações Exteriores no novo regime. Quando exerceu o ministério da Relações Exteriores, negociou e assinou o tratado de Montevidéu, em 25 de janeiro de 1890.

Foi eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro para a Constituinte Federal de 1891. Renunciou ao cargo logo após a promulgação da Carta. No ano seguinte foi novamente eleito para o Senado, onde permaneceu até o ano de 1900, quando renunciou ao cargo para assumir a governadoria do estado.

Exerceu a presidência do estado de 31 de dezembro de 1900 até 1903. Durante seu governo foi promulgada a Lei n° 542, de 4 de agosto de 1902, que determinou a volta da capital para Niterói.

Foi novamente conduzido ao Senado em 1909, apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República em 1910 e ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador.

Foi correligionário, liderado e amigo do Senador Pinheiro Machado, igualmente, um republicano histórico e fundador do Partido (P.R.C.).

Faleceu três anos depois no cargo de vice-presidente do Senado.